terça-feira, 17 de setembro de 2013

Sem sombra de dúvidas



Ainda quero escrever sem fazer cara de dúvida... isso é próprio de quem duvida se vai continuar gostando da última frase dita, da vírgula rabiscada e do ponto final no lugar da exclamação. Eu queria também não hesitar em pensar se vale à pena me atrasar pela terceira camada do rímel ou pela franja fora do lugar que o vento vai acabar levando.

Eu falo na terça coisas que nem passaram pela minha cabeça quando vesti esse look na última sexta, mas que seja, a realidade de hoje também me exigiu calça comprida e mão no bolso, no colar um pescoço e eu inverto a ordem dos fatores só porque tô com vontade de alterar a normalidade do produto.

Eu sei que não ando vestindo novidades e pra ser sincera, digamos que eu esteja me ornamentando com as realidades que se hospedam nos meus cabides e gavetas há tempos. Eu, como boa anfitriã, recebo com sorriso nos olhos as peças que festejam comigo essa livre escolha de sair assim ou assado e ainda hei de escrever sem ter receio de colocar mais acessórios no último parágrafo.




"Os códigos visuais que constituem  a aparência são palcos privilegiados de "expressão do eu", "um eu" cheio de desejo de "diferença" ou de "estilo".
(O Novo Luxo, Cristiane Mesquita, p.141)

Camisa: sob medida
Calça: Anne
Bolsa: Senhoritta
Sapatilhas: Via Mia
Colar: Vitória Bijoux
Batom: Tulip, da Eudora
Cinto: presente da Vovó

Bjokas de Terça!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Intertexturalidade



Já que o mundo não para pra que eu viva os meus dramas com todas as cenas que tenho em mente, eu chamo de "o que me resta" aquilo que eu sinto quando tá na hora de escolher a roupa pra sair. Eu me torno uma fiel funcionária dos meus pensamentos e da forma desordenada como eles estão. Saio colocando acessórios pra traduzir todas as minhas pretensões, todas as tensões, todo o desejo de que tudo termine bem do meu jeito.

Tem muita estampa nisso aí... Ah tem, eu sei que sim... Eu só tô querendo dizer que eu se eu fosse um texto eu me apresentaria sempre em Prosa porque os Versos muitas vezes não me parecem suficientes pra demonstrar esse ensaio sobre a loucura que se escreve dentro de mim e que eu leio aqui... Em idas e vindas e releituras e reflexões e novos capítulos e novos parágrafos e notas de rodapé...

Cê pode tá concluindo que eu tô formulando uma ideia pra fazer o relógio parar de forma que eu tenha tempo para arrumar o juízo, a casa e as gavetas, mas não. Existem duas coisas que eu valorizo e terminam com "ão": inspiração e reflexão. Com a primeira eu tenho uma relação entre tapas e beijos, ódio, desejo, sonho e ternura... com a segunda, eu tomo cuidado pra que ela não me faça pirar porque eu sou dessas que adora sofrer por simplesmente pensar.





A bolsa de Patchwork mais linda do universo é Preview de Verão 2014 Senhoritta, tá ladies? Maravilhas da Mamis!


Jaqueta: Leader
Tshirt: C&a
Calça: Leader
Colar: presente da amiga
Bolsa: Senhoritta
Sapatilhas: Arezzo
Batom: Nude da Eudora (pra quem me perguntoooou dia desses, aqui. O nome é "Nude" mesmo)
Esmalte: 'Abraço apertado' da Avon

Bjokas de TPM! #danger

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

ELLEninha #aloka


E foi amarradinho na bolsa o lenço Reinaldo Lourenço que veio de brinde na Elle desse mês <3

Numa total falta de paciência para as coisas do mundo e ainda assim, mergulhada num senso (sem escolha) de responsabilidade - a quarta foi dia de aula e lá fui eu. Fui que fui sem saber quem salvará o meu juízo do cotidiano e sem noção nenhuma se respiraria fundo no ouvir de vozes que as vezes não se pode escapar. 

Quem vai salvar a minha cabeça dos meus pensamentos marginais? Não sei se encarrego a paciência da administração desse conflito ou se recorro a revistas, imagens, textos, frases e letras que tirem de mim essa falta de hora para a calma não muita.

Não me cobrem lucidez ou respostas rápidas para questões que eu desconheço, só deixe que eu me vista de onça para anunciar a minha natureza antes mesmo de verbalizar essa falta de tato para proferir gentilezas.





Blusa: Marfinno
Jaqueta: Leader
Legging: lojinha no centro
Brincos e pulseiras: Vitória Bijoux
Bolsa: Senhoritta
Sandália: Vizzano

Bjokas de uma indelicada!

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Tinha uma rima no meio da moqueca




"Minha casa está uma bagunça só
Quando é assim
A alma também está e por isso a casa fica,
Ou a casa fica porque a alma está?
Nessa bagunça retórica
não há verso
que se possa distinguir do gume das calcinhas
Achei meu soutien meia - taça preto rendado
ao lado do molho shoyu de soja...
... e tento com poema 
disfarçar tudo
usando elegantes objetos pra descrever a balbúrdia..."

(Trecho de Tinha uma rima no meio da moqueca de Elisa Lucinda, retirado do livro O Semelhante)



Blusa: de uma lojinha do centro
Calça: Leader
Bolsa: Senhoritta
Flats: Via Mia
Cinto: Vitória Bijoux
Lenço Paris: raptado do armário da "Tia Cris". 

Bjokas de Bahia, mon amour!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

As vezes é punk.



A gente tem que se vestir tantas vezes na vida que eu já começo a refletir sobre as fases pelas quais passei e pelo processo de emancipação cultural que o meio vai nos impondo. Abandonamos certos vícios de linguagem da mesma forma que nos desfazemos de roupas que não nos servem mais, mas que podem se renovar através da necessidade linguística e vestuária de outras pessoas. Fazemos de tudo para nos encontrarmos, enquanto Foucault já disse um dia desses - nas suas filosofadas que comprimem o meu juízo -  que a nossa tarefa consiste em nos inventarmos numa construção social de nós mesmos.

Acordar viva todos os dias me parece uma festa onde a música vem de dentro pra que eu coloque pra fora através da dança da rotina toda a filosofia que me acompanha desde que a razão me fez ter consciência do papel que por escolha própria decidi ser meu. A moda que já foi tema de tantas crises de existencialismo hoje habita o meu campo de alegrias e quando eu penso que não, recebo mais um dia para vestir, fotografar, sair, viver as minhas obrigações, voltar e postar valendo-me de imagens e palavras para expressar essa "coisa" que me mantém ressurgida em cores, formas e reformas que só me assumem e que eu nem penso em negar.





"Deveríamos ou ser uma obra de arte ou vestir uma obra de arte".
(Oscar Wilde)

Camisa: Sob medida
Calça: Comprei numa loja no centro por R$10,00 reais.
Bolsa: Senhoritta
Sandália: Vizzano
Correntes: Eu mesma fiz, coisa simples e totalmente possível.

Bjokas de autoavaliação!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Prêt-à-porter



Como nem sempre a gente acorda com disposição pra vestir o conceito de moda que a cabeça grita, valham-me minhas inspirações em torno de uma camisa branca que já circula sozinha pelos caminhos que são meus. Como quem se apossa de mim sem cerimônia, existem peças que se destacam por exigir um contexto maior na nossa rotina e que insiste em ser plural em meio a sua existência singular.

Enxergando a moda como sinônimo literal de mudança, pode ser que a elegância do mesmo se torne mais do mesmo em diversos momentos. Na errância ou no acerto, na alegria ou na tristeza, que tenha abrigo garantido no nosso armário uma blusa pau para toda obra, prosa para toda história e verso pra qualquer soneto.

A leitura das peças que residem em cada guardarroupa pode render tantas novidades literárias que cada dia que se puxa algo do cabide pode ser manhã/tarde/noite de autógrafos. O poema do desfile está no que se merece desfilar e quando o que nos é apresentado se encaixa perfeitamente à nossa rotina, é hora de assumir sem essa de "sei lá" que o que nos faz bem merece tá sempre pronta para usar, sem sofrer com a preocupação de variar.






Jaqueta: Leader
Blusa: sob medida
Saia: sob medida
Colar: ganhei de presente
Sapatilhas: Arezzo
Clutch: Senhoritta

Bjokas de Flores de Setembro em pleno Inverno!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Bohême



Por qual motivo alguém teria o marrom como alvo de favoritismo? Parece estranha a sensação do tom que não nasceu preto, se faz dispensável no guardarroupa de tanta gente e se desenvolveu em mim um sentimento que me lembro, começou na adolescência, a partir de um biquini que ganhei de presente, lá pelos 13 anos. Do chocolate à terra, do brigadeiro à canela, da cor da minha pele, dos olhos aos cabelos, eu não parei enquanto não me vi marrom por inteiro. 

Não me cobro em ser marrom todos os dias, mas me cubro de mim mesma quando as cores além de me vestirem me abraçam. Cada peça se torna uma extensão de mim e fala por mim... Em lembrança dos 13, em comemoração aos 20 e muitos, em repetição do que gosto desde sempre só pra enfatizar que a nossa sede por novidades reside em velhas descobertas.

Nessa vã filosofia sobre amores por certas cores, trago sem previsão de acabar um tom que combina comigo até mesmo quando não tenho a intenção de combinar. 





"Assim, para se conhecer a alma, basta que se conheça o objeto que lhe traz alegria."
(O Retorno e Terno - Rubem Alves, p. 59)

Blusa: Brechó em frente ao Centro de Abastecimento. Comprei por R$4,00 reais, hein gente. De coração aberto, garimpando muito. Não é uma loja, tá? É uma barraca grandona que fica de frente pro portão principal.
Shorts: Hering
Sandálias: Liberte
Bolsa: Senhoritta
Batom: Tulip da Eudora
Óculos: Triton

Bjokas de muito café pra estudar!