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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Plural

Álbum Plural, BMG, 1990.

Quanto mais eu vivo e quanto mais escrevo, mais tenho a sensação de que vou afirmando a minha identidade... para alguns esse "dar-se conta" pode nem ser novidade, mas para mim tem um sabor de deslocamento no meu próprio tempo, histórias, memórias. A chance de recriar várias das minhas realidades hoje (através do blog) tem gerado um saudosismo saudável aqui nesse coração que "é só de carne, não tem cimento, não".

E se quando a gente procura perguntar, a resposta sempre vem, neste último final de semana eu perguntei pra minha Mãe por onde andavam os discos de vinil que musicaram boa parte das minhas lembranças de infância e pra minha sorte, eles estavam a salvo - com algumas marcas de expressão causados pela idade e mais bonitos do que antes "para nossa alegria".

A cena não foi fotografada e no entanto, parecia tão fotografável. Éramos duas Helenas sentadas em frente ao "quartinho de memórias" da Casa da minha Vó, tirando os discos das caixas, olhando no verso as faixas e lembrando dos tantos momentos em que a música serviu para congelar tantas partes do nosso passado que de um jeito singular nos trouxe sentimentos plurais demais pra deixar pra lá.









"... como fazer de um verso
um objeto sujeito
como passar do presente
para o pretérito perfeito..."
(Toda Poesia, Paulo Leminski, p. 229)

Camisa: comprei num Brechó por R$5,00 reais
Saia de Crochê: feita pela minha Tia-Avó
Bolsa: Senhoritta
Sandália: Liberty
Anéis: nata das antigas, desde 2001 comigo
Mix de Pulseiras: de tantos lugares... Atrevida Bijoux; Vitória Bijoux; Feirinha de Arte de Ilhéus
Brincos: a loja da Conselheiro Franco (Fsa) que não sei o nome, mas vou ficar atenta quando eu entrar numa outra vez. Custou R$2,50 centavos. Muito amor!

Bjokas de um dia meio Gal!

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Desde 2001




Hoje eu não sei se tenho tantas letras pra escrever porque passei o dia cantando as letras dos outros. Não sei se por cansaço típico da quinta-feira ou por preguiça de pensar nas minhas coisas que andam tão loucas e desarranjadas pelo quarto que esse fim de setembro tem deixado meu cérebro um tanto farto.

Tem sido tempo de tantas mudanças, catarses, novidades, fatos e fases que de pronto começa uma dificuldade pra pensar de um jeito prático. Só que assim, eu nunca fui uma pessoa prática, eu sempre fui uma Miss Prolixa, cheia de dúvidas e craque na arte de sofrer antecipadamente por coisas que podem se resolver sem tanto fuzuê. E quando eu tô nesses dias de agonia, eu faço o quê? Bom, além de ouvir a mesma música trilhares de vezes, de ler um mesmo parágrafo centenas de vezes e de prometer pra mim mesma mil vezes que eu vou mudar, eu sofro com a ideia de ter que fazer escolhas. Haja braço pra tanta pulseira, dedo pra tantos anéis e cara de paisagem pra andar pela rua como-se-nada...

Quantas vezes algum capítulo da vida insiste em ultrapassar o tempo regulamentar do nosso humor, né? Ou ainda, melhor seria se tudo quanto é história escrita em prosa pudesse ser transformada em poesia, nem que seja no look do dia, no livro do dia, na música do dia ou em qualquer motivação da rotina que te faça desabafar.



Esse Anel eu comprei em 2001! Vale tanto à pena guardar algumas coisas e perceber que vão ganhando um valor sem igual com o tempo. Eu super ficava sem lanchar a semana toda só pra chegar na sexta-feira e passar a taaaaaaaarde na Stephanie Jóias (Cruz das Almas) comprando brincos, anéis, pulseiras, correntinhas, prendedores de cabelo e todo tipo de badulaque pra ir pro Colégio cada dia com um acessório diferente. Hahahahahahhaa!

#Desde2001 <3

Crazy de Amor por esse anel do dedo indicador que custou R$2,40 na Mini Bijoux (meu novo templo acessorísthycos fica no Centro - na Marechal.)



Da esquerda pra direita: O bracelete fininho era da Mamis, deve ter mais que a minha idade, eu amo e uso há tempos! O bracelete no pulso comprei na Atrevida (lojinha do Centro). A pulseirinha hippie foi da Mini Bijoux e os braceletões da Viória Bijoux.

Pra ouvir a música que não saiu do meu juízo hoje, clica aqui!

Camisa: C&a (herdada de uma amiga amada)
Saia: feita pela Mamis (comigo do lado fazendo cara de Gato de Botas do Shrek porque ela odeia se aventurar no mundo das roupas... Pow, Mamiiiissss...)
Colar: PinkBiju
Tercinho: Mini Bijoux
Sandália: Vizzano
Bolsa: Senhoritta
Óculos: Renner

Bjokas de Cara de Paisagem!

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Just Push Play


Apesar de estar num desencontro com as palavras nos últimos dias, hoje fui obrigada a sentar de frente pra um provável futuro e argumentar. Entre substantivos e adjetivos; uma ampulheta me avisando que o tempo tá correndo e uma contagem regressiva para que um ciclo se feche... eu fingi que nada tá acontecendo e me cerquei de música pra dramatizar essa agonia. Como diz uma amiga, tem dias em que a única alternativa pra sair ilesa dos próprios pensamentos é fingir que você é personagem de videoclipe. 

Sabe o que é ouvir música vivendo a música? Sabe quando você quer alguma coisa que faça mais barulho do que todos os ruídos que te incomodam na cabeça? Hashtagmeabraça hashtagtêpêême

E só pra zoada ficar maior, eu saí de um jeito e quando voltei pra casa a vontade que deu foi de ter saído de outro. Porque ser bipolar é fácil, é mole, é lindo...

* Eu ando muito agoniada pra me dedicar à maquiagens, tá ladies? Continuo tendo amor ao poder delas... Mais dia menos dia eu me apresento de cara pintada. I promise!

Eu fui assim...





... Mas depois queria ter ido desse jeito:







Minhas Faixas preferidas do CD...
- Beyond Beautiful (Amo!!!)
- Just Push Play
- Luv Lies
- Light Inside

Tshirt: Riachuelo
Saia: Minha Mama quem fez... me gritando, falando que odeia arriscar fazer roupa, mas fez. Te amo, Mami!
Acessórios Look 1: Vitória Bijoux
Sandália Look 1: Liberte
Bolsa Look 1: Senhorita Bolsas e Acessórios de Tecido
Acessórios Look 2: Atrevida
Bolsa Look 2: Lidi Rodrigues
Sapato Look 2: Via Mia

Bjokas Aerosmithicas!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Uma dose de Inspiração



Abrir as portas do armário em busca de respostas é uma atividade a que nós mulheres - recorrentemente nos dedicamos travando uma contenda solitária com diversos "pedaços de pano" que não emitem nenhum som, mas que ainda assim conseguem falar muita coisa. O silêncio das roupas é apavorante no momento em que não existe em você uma ideia imediata para sincronizar estampas, cores, modelos e tendências. Todas as peças estão tão próximas, alinhadas nos cabides, exalando um cheiro seu que de tão característico te enjoa. Ah, se a gente pudesse ter cheiro de roupa nova todos os dias e se essa cena fosse orquestrada pelo barulhinho da etiqueta retirada, informando a você que o espelho transpiraria mais confiança e que os sapatos, apesar de gastos, ganhariam uma nova versão dos tornozelos para cima.

Hoje talvez possa ser um dia para não vestir preto, não vestir jeans, não vestir renda, mas vestir Personalidade. Costuma ser uma combinação que desperta interesses. Aquele acervo no guardarroupa foi construído por você, logo, dificilmente encontraremos em número e cores idênticas as mesmas peças no closet de outra pessoa. Tá bom, pode achar que as revistas, os blogs e os personagens de filmes e novelas possuem mais estilo do que você, eu só gostaria de te lembrar, que a maioria das pessoas mais estilosas e criativas que eu conheço estão sempre ligadas à referências. 

As referências servem, em muitos casos, como um ponto de partida interessante a ser analisado pra que saibamos o que pretendemos quando compramos uma jaqueta jeans, um blazer preto ou um casaco de couro. A inspiração no histórico de experiências de cada um irá sinalizar (ainda que inconscientemente) uma paixão por "cores de Almodóvar, cores de Frida Kahlo, cores". A bagagem musical, intelectual, curiosa, desbravadora, saudosista ou seja lá "o que será que será que andam suspirando" é que colabora para a identificação de preferências para colecionar vestimentas.

A julgar por mim, que encabeço esta discussão, não, eu não possuo uma característica de vestimenta fixa, eu vivo reformulando as minhas ideias, eu acordo de formas diferentes, eu me dou a chance de repensar atitudes e decisões e isso acaba refletindo nas minhas escolhas visuais sem que eu tenha tempo de ponderar. Eu transito por diversos estilos porque me sinto agitada demais para me conformar em me ver de um "jeito" só. Só e somente só aceito a entrada no meu armário - desde o final do ano passado - peças que eu consiga sincronizar com exaustão, que me provem por A + B que são versáteis e que me garantam que a nossa relação será mais de paz e amor do que de guerra.

A moda costuma desfilar comunicação quando estamos andando pelas ruas de boca fechada, de óculos escuros e com passos planejados rumo ao trabalho, aos estudos, às obrigações, enquanto cada pessoa que nos lança um olhar dialoga em silêncio processando o que lhe servirá de referência e o que ela simplesmente descarta. Portanto, descobrir e assumir o próprio estilo não se trata apenas de transpirar personalidade, mas sim, divertir-se com mais uma forma de linguagem que terá significado para aqueles dispostos a entender que os adornos escolhidos querem falar por você antes que a sua voz tenha chance de ser usada para dar um "bom dia". A roupa pode e deve ser vista como uma linguagem articulada, reflexões de Umberto Eco (1989), que me fazem brilhar os olhos - pois essa imersão bloguística de difusão da moda no século XXI só reforça a atmosfera de democratização dos significados. Vamos nos desligar de um conjunto sistemático de combinação de "verdades" na hora de se vestir e passemos a nos ligar no individualismo que de tão personal passe a ser inspirador. Acostumar-se com o cheiro das próprias roupas pode ser o início de uma dose de inspiração que nasce da sua bagagem, das suas vivências e da sua própria linguagem.


"Apenas sei de diversas
Harmonias bonitas
Possíveis sem juízo final...

Alguma coisa

Está fora da ordem
Fora da nova ordem
Mundial..."
(Fora da ordem, Caetano Veloso. Álbum: Circuladô, 1991)

Blusa: Marffino
Brinco: Vitória Bijoux
Batom: Mary Kay

Bjokas de Letra e Música.