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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Um Lenço e um Pelô. Glamourosos, por favor!




Este post não se trata de um ensaio sobre o inesperado, mas bem que poderia. Tantas vezes a gente ouve falar sobre coisas que nunca vimos pessoalmente, nunca teremos uma familiaridade aparente, mas basta que nos seja apresentada para termos uma série de planos e ideias para esta "coisa". Experimentar uma peça que só havia sido usada como "demonstrativo" do Designer, oferecer vida, andar pelas ruas, deixar que passe a brisa e compartilhar por aqui me pareceu maravilhoso no superlativo divino, maravilhoso! O lenço amarradinho na bolsa no #lookdodia é arte do meu colega do mestrado e amigo Pablo Porttella, que usa a técnica da linoleografia para estampar os seus tecidos.

Da minha convivência diária com tecidos, em função do meu trabalho com as bolsas artesanais Senhoritta produzidas pela Mamis, não tive como não amar, valorizar e jogar confete na arte desse amigo querido! Um pouco de Pelourinho nesse início de Novembro, um pedacinho de paetê pra dar mais graça ao dia e um desejo de sorte e sucesso para as próximas criações do meu parceiro em divagações filosóficas sobre a moda é o que temos pra hoje!


Lenço da Coleção Arquiteturas do Pelô!

Mentira que eu não fui com esse salto, fui de sapatilhas. Só coloquei esse Luís XIV pra fazer presepada.






"A moda (...) nutre-se das ideias da rua, e é na rua onde termina o seu percurso. Ela é acessível, personalizável, reciclável e reinterpretável"
(Coolhunters: caçadores de tendências na moda, Marta Domínguez Riezu, p. 35)

Blusa: Hering
Calça Anne
Bolsa: Senhoritta
Lenço: Pablo Porttella
Cinto: Minnie Bijoux
Colar: eu mesma fiz
Batom: Cabernet da Eudora
Esmalte: Rosa Tropical da Colorama
Sapato: Vizzano

Bjokas de Pelourinho!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

A natureza da moda




Olhando a cara da Moda, observo o quanto ela gosta de tantas vezes parecer o que não é.
Estética e comportando, uma camisa para cada calça, a decoração do apartamento e nas revistas mais um invento.
A teoria existe nos livros e nos discursos, mas nos armários onde estão vírgula, ponto e vírgula e exclamação? 
As vezes a interrogação vem antes de tudo.

A natureza da moda é feita de árvores efêmeras e que confuso esse ecossistema, já pararam pra pensar?
Então pense. 
Pense não, pense sim, só não escolha o pensar talvez porque tá muito fora de moda. 
O muro pode servir pra proteger ou até pra pular, esqueça essa história de viver em cima dele.
Pense naquela saia com aquela blusa, planeje o vestido combinando com aquele tênis, tente usar o que há tempos não usa e saia por aí coberta pelo que "deveras sente".





"Nascemos em poemas diversos
destino quis que a gente se achasse
na mesma estrofe e na mesma classe
no mesmo verso e na mesma frase"
(Toda Poesia, Paulo Leminski, p.104)

Camisa: sob medida na costureira da Minha Vó
Calça: Marisa
Colar (pedra verde): a tal loja sem nome que eu tô devendo o endereço certinho
Cinto: Vitória Bijoux
Anel duplo: Minnie Bijoux
Bolsa: Senhoritta (modelo de bolsa fresquinho da Coleção de Verão 2014- Essa Moça tá Diferente)
Sapatilhas: Arezzo
Batom: Natura Una Vermelho 51 - efeito matte

Bjokas de mix de poá com frutas!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

"A Construção do Olhar"




Para cada página um espirro, para cada parágrafo o desejo de um grifo e em cada texto diversas citações. "O ser humano é por natureza criativo" (p. 167) e se estou certa disso me deleito em construções. Em todo despertador para acordar, por todo conceito para entender, em cada diálogo que me deixo falar, percebo que não me dissocio do ato de OLHAR.

Percepção é palavra de ordem para o exercício da Criação e quando acho que não estou pensando, fico inventando através das palavras uma forma de dizer que nos meus devaneios, entre saias, colares, bolsas e sapatos existe o exercício do ato de escrever sem usar a língua falada e quando vou sair, saio vestida de mim.

Não digo que as minhas motivações são mágicas, nem que o meu vocabulário vestuário é vasto, mas admito que tenho me virado pra tentar expressar de várias formas que não só de linguagem nova vive a comunicação. A saia não foi comprada em loja, a blusa foi aquisição de 2006, mas pra ser sincera com vocês no meu Olhar, é fashion sair adornada de histórias. Buscar o próprio estilo é tarefa sem fim e pra tudo o que gosto de vestir, na etiqueta leio o advérbio "sim".









"Em qualquer língua, é preciso recorrer a imagens do espaço a fim de tomar conhecimento de algo e comunicá-lo a outros".
(O Olhar, Adauto Novaes... [et al.], p. 173-174)

Blusa: Lavita
Saia: feita pela Mamis
Bolsa: Senhoritta
Colar: presente de uma amiga
Brincos: Dona Moça
Sandália: Vizzano
Batom: Nude da Eudora
Livro: NOVAES, Adauto... [et. al.]. - São Paulo: Companhia das Letras, 1988.

Bjokas de um dia produtivo!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Plural

Álbum Plural, BMG, 1990.

Quanto mais eu vivo e quanto mais escrevo, mais tenho a sensação de que vou afirmando a minha identidade... para alguns esse "dar-se conta" pode nem ser novidade, mas para mim tem um sabor de deslocamento no meu próprio tempo, histórias, memórias. A chance de recriar várias das minhas realidades hoje (através do blog) tem gerado um saudosismo saudável aqui nesse coração que "é só de carne, não tem cimento, não".

E se quando a gente procura perguntar, a resposta sempre vem, neste último final de semana eu perguntei pra minha Mãe por onde andavam os discos de vinil que musicaram boa parte das minhas lembranças de infância e pra minha sorte, eles estavam a salvo - com algumas marcas de expressão causados pela idade e mais bonitos do que antes "para nossa alegria".

A cena não foi fotografada e no entanto, parecia tão fotografável. Éramos duas Helenas sentadas em frente ao "quartinho de memórias" da Casa da minha Vó, tirando os discos das caixas, olhando no verso as faixas e lembrando dos tantos momentos em que a música serviu para congelar tantas partes do nosso passado que de um jeito singular nos trouxe sentimentos plurais demais pra deixar pra lá.









"... como fazer de um verso
um objeto sujeito
como passar do presente
para o pretérito perfeito..."
(Toda Poesia, Paulo Leminski, p. 229)

Camisa: comprei num Brechó por R$5,00 reais
Saia de Crochê: feita pela minha Tia-Avó
Bolsa: Senhoritta
Sandália: Liberty
Anéis: nata das antigas, desde 2001 comigo
Mix de Pulseiras: de tantos lugares... Atrevida Bijoux; Vitória Bijoux; Feirinha de Arte de Ilhéus
Brincos: a loja da Conselheiro Franco (Fsa) que não sei o nome, mas vou ficar atenta quando eu entrar numa outra vez. Custou R$2,50 centavos. Muito amor!

Bjokas de um dia meio Gal!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Desde mil novecentos e oitenta e sempre




Não ando lá em período de grandes inspirações palavrísticas, mas mantenho firme a promessa que fiz pra mim de manter o blog atualizado... não diariamente, mas devagar e sempre.Minha cabeça anda "cheia de frases alheias" de modo que Leminski já não aguenta mais ser citado, porém o que seria de mim se não fosse o sentimento do outro para traduzir o meu?

Desde "mil novecentos e oitenta e sempre" eu nasci assim e cresci assim, numa oscilação desvairada de alegria e banzo, sensações que por vezes me cansam e que me trazem "frases ditas" por quem nem conheci, mas que de um jeito ou de outro, sabe-se lá como, escreveu pra mim.

"A dança alegórica entre as vogais e as consoantes" me levam a rimar muito mais do que antes, as diferentes motivações das minhas abstrações e vontade de misturar não sei o quê com não sei o que lá no pescoço e nas mãos. Eu chego muitas vezes a sentir que não olho as roupas, são as roupas que me olham e nesse momento acontece um estado declarado de fascinação... sem me importar se vou ser compreendida pelo que sinto ou não.








Livro: A estratégia de estilo de Nina García


Camisa: Renner
Short: Lança Perfume
Lenço: souvenir de Paris
Braceletes: Atrevida Bijoux
Clutch: Senhoritta
Brincos: não lembro de onde foi, só sei que tenho desde 2005 mais ou menos
Batom: Super Damasco da Eudora
Sapatos: Via Mia
As frases entre aspas no texto foram retiradas do livro Toda Poesia de Paulo Leminski

Bjokas de flowers in my hand!