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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Página 175



"Esta página, por exemplo,
não nasceu para ser lida.
Nasceu para ser pálida,
um mero plágio da Ilíada,
alguma coisa que cala,
folha que volta pro galho,
muito depois de caída.

Nasceu para ser praia,
quem sabe Andrômeda, Antártida,
Himalaia, sílaba sentida,
nasceu para ser última
a que não nasceu ainda.

Palavras trazidas de longe
pelas águas do Nilo,
um dia, esta página, papiro,
vai ter que ser traduzida,
para o símbolo, para o sânscrito,
para todos os dialetos da Índia
vai ter que dizer bom dia
ao que só se diz ao pé do ouvido,
vai ter que ser a brusca pedra
onde alguém deixou cair o vidro.
Não é assim que é a vida?"

(Toda Poesia, Paulo Leminski, p. 175)









Vestido: lojinha no centro
Camisa: Colméia
Bolsa: Senhoritta
Sandálias: Vizzano
Pulseiras e Anel duplo: Minnie Bijoux (e não Mini, como eu estava escrevendo, me dei conta numa embalagem que é MINNIE Bijoux)
Bracelete fininho: Atrevida 
Batom: Tulip da Eudora
Esmalte: Jeans da Colorama
LIVRO: empréstimo querido da vizinha preferida!

Bjokas de Poéticos Versos!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

As vezes é punk.



A gente tem que se vestir tantas vezes na vida que eu já começo a refletir sobre as fases pelas quais passei e pelo processo de emancipação cultural que o meio vai nos impondo. Abandonamos certos vícios de linguagem da mesma forma que nos desfazemos de roupas que não nos servem mais, mas que podem se renovar através da necessidade linguística e vestuária de outras pessoas. Fazemos de tudo para nos encontrarmos, enquanto Foucault já disse um dia desses - nas suas filosofadas que comprimem o meu juízo -  que a nossa tarefa consiste em nos inventarmos numa construção social de nós mesmos.

Acordar viva todos os dias me parece uma festa onde a música vem de dentro pra que eu coloque pra fora através da dança da rotina toda a filosofia que me acompanha desde que a razão me fez ter consciência do papel que por escolha própria decidi ser meu. A moda que já foi tema de tantas crises de existencialismo hoje habita o meu campo de alegrias e quando eu penso que não, recebo mais um dia para vestir, fotografar, sair, viver as minhas obrigações, voltar e postar valendo-me de imagens e palavras para expressar essa "coisa" que me mantém ressurgida em cores, formas e reformas que só me assumem e que eu nem penso em negar.





"Deveríamos ou ser uma obra de arte ou vestir uma obra de arte".
(Oscar Wilde)

Camisa: Sob medida
Calça: Comprei numa loja no centro por R$10,00 reais.
Bolsa: Senhoritta
Sandália: Vizzano
Correntes: Eu mesma fiz, coisa simples e totalmente possível.

Bjokas de autoavaliação!

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Preto, fala pra mim. Fala o que você sente por mim.


Eu ando sendo tão convidada a pensar e desconstruir "verdades" nos últimos dias que com uma mente em turbulência, fica complicado parar de "voar" bruscamente... Eu preferi saltar de paraquedas do avião pra observar a imensidão das coisas sozinha, flutuando, devagar e filosofando com os meus botões.

Se a inspiração nasce da Percepção, hoje eu precisei de menos cores no meu espelho pra que o acúmulo de ideias e de imagens que já estão ao nosso redor não tornem mais desorganizados os meus pensamentos. E se pra onde eu for, a minha memória me acompanha, nesta quinta-feira eu estive com os devaneios passeando pelo escuro, encontrando uns pontos de luz aqui e ali. Já que não há como materializar o que a minha memória grita, que se estampe na roupa que hoje a minha cabeça não "deu branco".






"...Faça com que a perda do caminho
seja a verdadeira trilha..."
(Trecho de O Carteiro Riu - Elisa Lucinda)

Blusa: Colméia
Camisa: Colméia
Legging: foi de uma lojinha no Centro, não lembro o nome, gentchy.
Flats: Vizzano
Mix de Pulseiras: Mercado de Arte e Vitória Bijoux
Bolsa: Senhoritta
Brincos: Santa Peça

Bjokas Filosofais!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

A quem será que se destina?

Digam, Cheese!

Escrever um ensaio sobre o blog enquanto disseminador de uma moda que eu elaboro dia após dia não é tarefa das mais simples. Ou melhor, demarcar a escolha de um público-alvo, no meu caso, é delicado porque as minhas escolhas vestuárias estão muito mais ligadas aos meus momentos e não necessariamente a segmentação rigorosa de um único estilo.

Nesta direção, convivo com pessoas fiéis ao estilo clássico, romântico, rocker, boho, girly, básico, sexy, moderno, entre tantos outros que para traduzir a minha identidade, admito, eu me proponho a ser um pouco de cada coisa por acreditar que esse "passeio" promove uma autorrealização que nada mais é senão consequência da minha simpatia por mudanças.

Trata-se de uma busca firmada na construção de um individualismo, posto que somos personagens atuantes num mundo e que com o passar do tempo, temos o compromisso de nos reconhecermos diante da coletividade. No entanto, pensando nas perspectivas da moda atual, muito se fala sobre personalidade, mas também critica-se em demasia as escolhas do outro quando há espaço para infindáveis variações. Segundo Carol Machado (amiga e autora de crônicas sensíveis e bem humoradas que estão sempre 'falando por mim'), "(...) é tão mágico ver o que cada um pode  fazer com o 'tanto' que a vida lhe proporcionou. (...) Essa necessidade em padronizar tudo em 'certo' e 'errado' acaba com qualquer possibilidade de harmonia". Pense nisso!

A diversidade no campo da moda é resultado de uma quantidade infreável de informações visuais que nos bombardeiam todos os dias. Essas imagens originam tantas outras imagens que me parece impossível ter um gosto ou um pensamento unilateral. Para Lipovetsky (The Empire of Fashion, 1994, p.149), "por nos preparar para conviver com mudanças constantes, a moda se torna um guia para a vida". Estamos expostos ao efêmero e atuamos numa modernidade de "idas e vindas". Convencionalmente, a máxima é que precisamos estar vestidos, pois bem, façamos dessa dinâmica um palco de apresentações com características diferentes, que aceita o diferente e que aprende com toda e qualquer novidade que se mostre como soma.

Eu posso até te aconselhar sobre tendências, combinações e referências, mas tenho que automaticamente deixar claro que cada conselho parte do meu próprio conceito do 'belo', resultado da minha definição estética que é por sua vez, produto das minhas experiências. A difusão da moda nos leva à diversidade, não vale à pena fechar os olhos pra isso - é mais divertido conviver com isso.


Layout pra uma amiga que pediu dica de como usar camisa xadrez numa pegada mais "arrumadinha". #EikePerua #EikeMadame #EikeHeleninhaUrbana


Pink Think about it!


Camisa: Colméia
Calça: Leader
Bolsa: Lidi Rodrigues
Sandália: Lança Perfume
Pulseiras: A de oncinha foi da Atrevida, a de pérola com Crucifixo ganhei de presente.
Cinto: Vitória Bijoux

Bjokas de dia chuvoso!