terça-feira, 30 de julho de 2013

Justo Julho!


Dois meses separam esta postagem da última e com a vida seguindo o rumo as vezes não tão natural das coisas, enfim me vejo voltando ao blog que tanto convive com as minhas idas e vindas. Entre livros, lembranças, maratonas de estudos e muito piti - digno de quem adora um drama - tenho em mente voltar aos poucos como alguém que se viu obrigada a percorrer por inúmeros atalhos com a finalidade de tornar um tema considerado frívolo e fútil um ideal prático que pode sim, ser cercado por teorias. Essa MODA nossa, que provoca discussões inesgotáveis, sempre esteve na minha prateleira de afetos, sempre esteve resguardada na minha página de "sonhos" que sabe-se lá quando poderiam ser possíveis.

"Como se formar em Maio e passar na seleção de Mestrado em Julho" não é coisa que se destaque em um livro de autoajuda porque parando pra reparar, alguém que faça parte da sua lista de contatos já buscou por essa mesma coisa e obteve sucesso - bem como cada uma das pessoas que buscaram por isso tiveram razões para não se deixar "respirar"... É normal hoje em dia. Eu não quero respirar porque se a música diz que "hoje o tempo voa", eu me sinto obrigada a concordar, meuamô, é tudo culpa dos tempos modernos... Mas isso é também uma coisa minha, que começa na infância (quando eu vivia cercada de Barbie's, afogada nas milhares de roupinhas costuradas pela minha Mãe); chegando na adolescência, aquela imagem que surge de mim mesma, magrela e sedenta pelas "modas" apresentadas pela Revista Capricho que me faziam doer a alma porque ali eu formatava as minhas verdades e tornava a vida de minha Mãe um pesadelo (visto que eu não me encaixava naquelas páginas nem fisicamente, nem financeiramente) e hoje... adulta,  me ponho a refletir sobre o meu histórico e isso me rende tantas histórias.

Não faz muito tempo que venho buscando nas Letras uma produção que me traga acessórios para a oração principal. Eu só decidi, há cerca de pouco mais de 700 dias que não importando onde estivesse o olhar literário, morfológico, sintático ou semântico, eu faria da Moda o horizonte onde meu sol nasce e se põe - todos os dias... as vezes com foco, as vezes sem foco.




"Pode ser que você nem pense nos textos que está escrevendo para o mundo enquanto se veste. mas que você vai ser lido... ah, isso vai"
Cris Guerra, autora do blog Hoje vou Assim.

Camisa: sob medida.
Calça: Leader
Sapatilhas: Via Mia
Cachecol: Mercado de Arte
Batom: Natura Una vermelho 51
Bolsa: Lidi Rodrigues.

Bjokas de fim de Julho!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

De ontem que poderia ter sido de hoje



Dentro do exercício de recriar imagens com as roupas que dispomos, acordar com desejo de simplicidade e praticidade faz parte. O uso das peças que nos fazem pensar rápido, do tipo 'calça jeans - camisa branca', vez por outra podem nos levar a enxergar que também há estilo nessa 'falta de esforço/tempo/saco pra se produzir. Acontece.

Um autorretrato das nossas preferências nos ajuda a acompanhar e simbolizar o que as roupas podem fazer ao nosso favor, como ferramenta funcional mesmo. Afinal, a moda tem na sua nuance uma capacidade clara de expressar ideias e sentimentos. Eu gosto muito dessa coisa de perceber significado no look comum que respinga na vida real e traduz o que de fato eu fui fazer vestida assim: Trabalhar! 


Livro-love do momento

"Pensar é elegante, ter conhecimento é elegante, ler é elegante, e essa elegância deveria estar ao alcance de qualquer pessoa."
(Martha Medeiros, Feliz por nada, p. 150)

Camisa: sob medida
Calça TNT
Sandália: Vizzano
Colar: Vitória Bijoux
Bolsa: Senhorita bolsas e acessórios de tecido

Bjokas de cansaço e desejo de descanso!

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Just Push Play


Apesar de estar num desencontro com as palavras nos últimos dias, hoje fui obrigada a sentar de frente pra um provável futuro e argumentar. Entre substantivos e adjetivos; uma ampulheta me avisando que o tempo tá correndo e uma contagem regressiva para que um ciclo se feche... eu fingi que nada tá acontecendo e me cerquei de música pra dramatizar essa agonia. Como diz uma amiga, tem dias em que a única alternativa pra sair ilesa dos próprios pensamentos é fingir que você é personagem de videoclipe. 

Sabe o que é ouvir música vivendo a música? Sabe quando você quer alguma coisa que faça mais barulho do que todos os ruídos que te incomodam na cabeça? Hashtagmeabraça hashtagtêpêême

E só pra zoada ficar maior, eu saí de um jeito e quando voltei pra casa a vontade que deu foi de ter saído de outro. Porque ser bipolar é fácil, é mole, é lindo...

* Eu ando muito agoniada pra me dedicar à maquiagens, tá ladies? Continuo tendo amor ao poder delas... Mais dia menos dia eu me apresento de cara pintada. I promise!

Eu fui assim...





... Mas depois queria ter ido desse jeito:







Minhas Faixas preferidas do CD...
- Beyond Beautiful (Amo!!!)
- Just Push Play
- Luv Lies
- Light Inside

Tshirt: Riachuelo
Saia: Minha Mama quem fez... me gritando, falando que odeia arriscar fazer roupa, mas fez. Te amo, Mami!
Acessórios Look 1: Vitória Bijoux
Sandália Look 1: Liberte
Bolsa Look 1: Senhorita Bolsas e Acessórios de Tecido
Acessórios Look 2: Atrevida
Bolsa Look 2: Lidi Rodrigues
Sapato Look 2: Via Mia

Bjokas Aerosmithicas!

terça-feira, 21 de maio de 2013

Badulaques



Há tanto o que fazer ultimamente
que se eu me recusasse a escrever mentalmente
cada coisa que implora por um fim
talvez, muito talvez, eu não estivesse cercada de dilemas assim, enfim.
Decoro as inspirações, me divido em milhões
passeio por tantos mundos, metade falantes, metade mudos
agora confusos, clamando por resultados
quando tudo o que espero depende do hoje, do amanhã... e já me esqueci do ontem
porque ele não traz outra chance.
Me amparo em badulaques
me congelo numa foto
crio e recrio esse eu do espelho
enquanto as interrogações continuam de mãos vazias
esperando por mim, torcendo para eu não me atrasar.
Numa mente que deu branco, antes que cheguem palavras vestidas de preto
permita que eu arrume o espaço com flores primeiro.






Blusa: Stone Soup
Calça: Leader
Sandália: que nem deu pra ver e eu esqueci de fotografar (na pressa) era uma rasteirinha simples, preta da Vizzano.
Bracelete: Atrevida
Pulseiras: Atrevida, Penduricalho e a marronzinha de miçangas eu mesma fiz.
Colar: Pinkbiju
Corrente com pingente pirâmide: A peruana.
Anéis: Vitória Bijoux.
Bolsa: Senhorita bolsas e acessórios de tecido.
Brinco: um desapego da minha tia que virou fruto do meu apego! Rs!

Bjokas entre flores!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

A quem será que se destina?

Digam, Cheese!

Escrever um ensaio sobre o blog enquanto disseminador de uma moda que eu elaboro dia após dia não é tarefa das mais simples. Ou melhor, demarcar a escolha de um público-alvo, no meu caso, é delicado porque as minhas escolhas vestuárias estão muito mais ligadas aos meus momentos e não necessariamente a segmentação rigorosa de um único estilo.

Nesta direção, convivo com pessoas fiéis ao estilo clássico, romântico, rocker, boho, girly, básico, sexy, moderno, entre tantos outros que para traduzir a minha identidade, admito, eu me proponho a ser um pouco de cada coisa por acreditar que esse "passeio" promove uma autorrealização que nada mais é senão consequência da minha simpatia por mudanças.

Trata-se de uma busca firmada na construção de um individualismo, posto que somos personagens atuantes num mundo e que com o passar do tempo, temos o compromisso de nos reconhecermos diante da coletividade. No entanto, pensando nas perspectivas da moda atual, muito se fala sobre personalidade, mas também critica-se em demasia as escolhas do outro quando há espaço para infindáveis variações. Segundo Carol Machado (amiga e autora de crônicas sensíveis e bem humoradas que estão sempre 'falando por mim'), "(...) é tão mágico ver o que cada um pode  fazer com o 'tanto' que a vida lhe proporcionou. (...) Essa necessidade em padronizar tudo em 'certo' e 'errado' acaba com qualquer possibilidade de harmonia". Pense nisso!

A diversidade no campo da moda é resultado de uma quantidade infreável de informações visuais que nos bombardeiam todos os dias. Essas imagens originam tantas outras imagens que me parece impossível ter um gosto ou um pensamento unilateral. Para Lipovetsky (The Empire of Fashion, 1994, p.149), "por nos preparar para conviver com mudanças constantes, a moda se torna um guia para a vida". Estamos expostos ao efêmero e atuamos numa modernidade de "idas e vindas". Convencionalmente, a máxima é que precisamos estar vestidos, pois bem, façamos dessa dinâmica um palco de apresentações com características diferentes, que aceita o diferente e que aprende com toda e qualquer novidade que se mostre como soma.

Eu posso até te aconselhar sobre tendências, combinações e referências, mas tenho que automaticamente deixar claro que cada conselho parte do meu próprio conceito do 'belo', resultado da minha definição estética que é por sua vez, produto das minhas experiências. A difusão da moda nos leva à diversidade, não vale à pena fechar os olhos pra isso - é mais divertido conviver com isso.


Layout pra uma amiga que pediu dica de como usar camisa xadrez numa pegada mais "arrumadinha". #EikePerua #EikeMadame #EikeHeleninhaUrbana


Pink Think about it!


Camisa: Colméia
Calça: Leader
Bolsa: Lidi Rodrigues
Sandália: Lança Perfume
Pulseiras: A de oncinha foi da Atrevida, a de pérola com Crucifixo ganhei de presente.
Cinto: Vitória Bijoux

Bjokas de dia chuvoso!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Suave e Frenética

Porque eu sou Helena Gabrielle eu não sou bagunça. Palavra tem que ficar organizada, meu amô!

Foto granulada, caramelizada com flocos crocantes e ISO de 6400 porque tá de noite.

Não é nada cientificamente comprovado, mas quem nasce sob o signo de Áries está propenso a acompanhar o Horóscopo até mesmo quando decide fugir dele. Ok, conclusões minhas. Baseada em sandices próprias e  numa mania desenfreada de procurar algo por escrito que me faça frear quando tudo conspira para que a vida me leve numa velocidade máxima. 

Deve ficar estampado em algum lugar da minha alma que eu acabei construindo um cartão de visitas humano que desvela o meu franco entusiasmo para as coisas que me encantam e que hoje mais do que ontem, aprendi a lidar com as imposições irrevogáveis da vida, ainda que diversas vezes eu trave uma batalha corporal com ela - com direito às máscaras do teatro de comédia e drama.

De onde vem esse ímpeto pra viver a intensidade de cada momento? Não me faça perguntas difíceis. Mas como me acostumei a não deixar lacunas nas pautas interrogativas, pois bem... atribuo então ao fato de ter nascido Áries. Eu sou a pressa e o atraso ao mesmo tempo e acredito ter sido vítima dessa confusão geniosa e genial desde quando estava protegida no ventre da pessoa que mais me entende, que mais me estimula que mais me sente.

Na minha prateleira de pretensões, é certo encontrar em algum lugar o desejo de que todos saibam Hey, pessoas! Beleza? Tudo certo? Eu só queria dizer pra vocês que eu sou de Áries! Isso não me faz melhor ou pior... Isso só me faz olhar pra vida querendo ser caprichosa, idealista, observadora e perceptiva. Não que eu queria propagar uma universalização da raça ariana, até porque além de adorar conviver com os meus semelhantes do mês de março e abril, me vejo aprisionada à necessidade de capricornianos, librianos,  taurinos, leoninos, piscianos...inos... anos.

Uma pausa... Arianos de meu Zeus, se tiverem receitas com medidas exatas para impulsividade, tato com diplomacia e paciência, inconsequência e egoísmo, favor mandar por email ou deixar o livro de receitas na portaria. Talvez vocês também estejam procurando ingredientes que controlem isso, mas pensando bem, eu não conseguiria viver sem o meu revés, até porque se você for de Áries vai saber que se um dia tudo o que você fez pareceu errado, no outro parece que a cadeia de acontecimentos serviram pra te dar sorte. A gente adora dançar na beira do precipício, a gente busca incessantemente o inatingível e a gente veste essa verdade com tanta certeza que eu queria - não só de brincadeira - tatuar no meu corpo essa identidade que faz de mim suave e frenética.

Nesta latejante exposição, já estabeleci de imediato que ninguém poderá me acusar de não ter dito antes do meio do caminho que eu sou de Áries. Pronto!



Não é porque eu passo o dia inteiro "falando com a mão" no Whatsapp que eu sou viciada, né? Por favor...

"Já que não posso ser obra de arte no corpo, que seja obra de arte na alma"
(Fernando Pessoa - que era de Leão, mas criou o Alberto Caeiro que ops... "nascido em 16 de abril"... era de Áries. Tá, parei.)

Vestido: Hering
Sandália: Liberte
Bolsa: Senhorita bolsas e acessórios de tecido
Colar de franjas: feito por mim, terapeuticamente falando.

Bjokas de abstrações astrológicas! Muah!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Eu comigo, você consigo



Não existe uma fórmula baseada em fatos reais que ajude o mês de Maio a percorrer a sua trajetória de uma forma mais rápida, mas nas minhas divagações eu posso pintar o calendário em tons apressados. Um X em cima de cada dia da semana, o medo da quantidade de pautas verticalizando-se na escrivaninha e um ponto de fuga digital pra desmembrar palavras acumuladas - desabafar um peito angustiado com tantas atividades e a certeza de que a falta delas também me faria surtar. Vai entender...

Eu tenho precisado ter um papo sério comigo porque nós duas precisamos entrar num acordo. Existe um eu, um meu interior que se cobra demais e um eu exterior que se aborrece pelo excesso de exigências a que é submetida pelo simples fato de querer sempre mais, aliás MAIS em letras garrafais. Uma dessas duas personalidades precisa se decidir sobre o momento correto de ouvir música porque parte de mim mantém uma placa de "Não Perturbe" na porta de um universo paralelo, desfocado e um tanto confuso - clamando por silêncio.

Um novo parágrafo, uma nova chance pra manter a respiração controlada, conformada com a paisagem nublada, ansiosa por novos cenários, persistente em busca de resultados que precisam até mesmo do ócio para multiplicar os desejos por fabricar ideias.

E quando a vida te pedir um pouco mais de poesia? O livro perfeito pode estar na estante da sua vizinha, nas folhas impressas há tempos, nos versos escritos por alguém que pensou em você sem nem saber o nome que você assinou no RG. Na pressa de pensar, acaba-se escrevendo rimas em prosa e firma-se um combinado entre um mim e um eu que acabaram de ficar frente a frente, sem muita maquiagem, sem muitos rodeios, sem tantas tensões. A gente não sabe ao certo como serão os ventos que levarão Maio daqui, mas algo me induz a pensar que em breve irei mal dizer do mês de Junho, já que o que importa mesmo é reclamar, segundo a conversa que eu acabei de ter comigo e nós duas admitimos isso com a cara mais "lavada" desse mundo.


Eu já havia pintado as unhas com esse esmalte tempos atrás, mas hoje eu caí de amores por ele como se fosse a primeira vez! A gente tá vivendo um romance lindo...

O SEMELHANTE, livro de poesias de Elisa Lucinda - meu GPS do mês de maio. #UltraRecomendo

"...mês de maio.
Ensaio:
Nesse dia vou querer a vida com pressa
menos intervalo entre uma frase e outra
menos res - piração entre um fato e outro
menos intervalos entre um pulso e outro
Sem essa fartura de vírgulas entre um verso e outro..."
(O Semelhante, Elisa Lucinda, p. 137)

Camisa: Renner
Calça: Leader
Sandália: Vizzano
Bolsa: Senhorita Bolsas e Acessórios de Tecido
Pulseira: ganhei de presente no Aniver.
Lenço Caveirinhas: Vitória Bijoux

Bjokas de quem acaba de apagar a luz do Divã.