domingo, 20 de outubro de 2013

Só love, só love



Tanto tempo sem perder a noção do tempo junto com minha Mamis no Ateliê Senhoritta, que o coração já passou de apertado para esmagado. Em função das minhas atenções voltadas pro Mestrado nos últimos tempos, a nossa coleção de Verão vai sair com um tantinho de atraso, mas que sai, sai! Enquanto as novidades não chegam todas de um vez, eu tenho colocado no Facebook da marca algumas das lindezas que farão brilhar os nossos dias de céu azul e solzaço e a confusão, o bafafá e a gritaria já está se transformando em encomendas que enchem as criações de alegria nesse nosso segundo Summertime.

Na onda de planejar e escolher as estampas que farão a festa da coleção, entre tantas cores e flores me vi nessa Mochila lisinha, efeito matte num tom tão suave e tímido que na timidez eu vi potencial. É amor, minha gente. Amor de Mãe pra filha. Amor em que uma pensa e a outra realiza, amor de quem me deu a vida e que continua iluminando os projetos meus que se tornam projetos nossos! Brigada por esse presente que tornou tão delicado o meu final de semana, Mommy linda!






Já que neste post eu sou toda amor: eu amo detalhes porque são coisas muito grandes pra esquecer, como canta o King!



"Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece..."
(Vinícius de Moraes)

Blusa: catei no armário da minha tia Anete. Essa blusa é do início dos anos 90, creio eu. #umdiaeudevolvo
Saia: feita pela Mami
Mochila: Senhoritta
Colar: Codisbel
Batom: Tulip da Eudora
Esmalte: Carmen da Risqué
Sandália: Vizzano
Brincos: Dona Moça

Bjokas do look de sexta mandando lembrança!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Se faça de vítima pra ver o que acontece




Earcuff! #DeRepenteAmor



Dias de pânicos estudantis se passaram desde a última postagem. A representação do meu mundo interior esteve impublicável nessa metade de outubro. Sem conseguir dormir, sem resposta pra um bando de perguntas, sem inspiração pra nada e coisa nenhuma. Mas aí... nessas caminhadas por razões que só minhas bolsas Senhoritta explicam, eu vou procurar no paraíso da abstração menos contração pro meu juízo aflito. Nas idas e vindas pelo Centro da cidade exercito a arte do garimpo e esqueço por uns instantes toda a teoria que eu tanto amo e que no entanto, vez por outra me sufoca. 

Naquela ilustre Minnie Bijoux que eu andei comemorando uns achados, desde a primeira vez que entrei, Earcuffs de uns três modelos diferentes estiveram meio desinteressantes pra mim na prateleira. Uma peça que eu olhava e pensava "Ahhh, aquele treco que everybody tá usando..." e parava por aí. Só que por R$5,00 reais me pareceu tentador fazer o teste pra sentir até que ponto a relação se desenvolveria entre amor e ódio. E pra experimentar, tive que comprar... me avisaram que não podia experimentar e eu resolvi acatar, whatever. Me imaginei usando o bendito com algumas bolsas... numas 2 ou 3 produções diferentes e ele passou a ser meu. Esquisito, excêntrico e meu. E "naquele lugar chamado futuro, onde tudo se justifica" eu poderei contar que muitas vezes, da Moda eu fui Vítima.

"Sentimentos não têm estilo definido. São ilógicos por natureza".
( MEDEIROS, Martha. Non-Stop: crônicas do cotidiano. Quero ser Pedro Almodóvar, p. 86)

Camisa: sob medida 
Short: Farm
EarCuff: Minnie Bijoux (a loja fica ali na Marechal, perto da loja Insinuante - entre uma loja Feira do Lar (eu acho) e uma Zig Calçados. Tô ganhando nenhum "jabá" por isso, tá gente. Só tô repassando porque acho a dica valiosa e várias leitoras já perguntaram o endereço. Dessa vez fiquei atenta pras referências, vai ser fácil encontrar).
Bolsa: Senhoritta
Sandália: Vizzano
Batom: Natura Una - Vinho 50 (efeito matte)
Cinto: também da bendita Minnie Bijoux
Correntinha: Vitória Bijoux

Bjokas de dor de cabeça e nenhum sorriso!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Vestir, Fotografar, Teorizar



"Nossos contemporâneos sabem ler e escrever a moda. O sistema das marcas e das tendências se tornou um importante componente do jogo social, por meio do qual os indivíduos trocam sinais e códigos. Seja o sapato Manolo Blahnik na série Sex and the City ou o boné Nike em algumas comunidades dos subúrbios, esses diferentes objetos permitem que os indivíduos transformem sua aparência em uma narrativa".

(ERNER, 2005, p. 236)

Sendo assim, venho aqui para narrar. Eu acordo com a finalidade de contar o conto e de fichar através dos meus objetos vestuários a representação da Moda pra mim e de repente, essa moda pode em alguns momentos dialogar com o desenho de estilo simpatizado por você.

Blogar frequentemente, supõe inúmeras vezes, desempenhar o papel de compartilhar valores, gostos, referências, tradições, modos de viver, significados e ideias que ficam à disposição de uma época, tornando o Estilo um ideal famigerado na atualidade.

Ganho horas navegando, pulando de blog em blog, à procura de mulheres que ostentem uma subjetividade. Quando encontro um diário eletrônico de moda que esquematiza uma narração envolvente trazendo um look que caminha pelo mundo real e se faz atraente no mundo virtual, eu salvo, eu coloco numa pasta e assim alimento o meu "lugar de memória" quase sempre para que iluminações não me faltem quando vier a necessidade de cobrir o corpo pra sair.

Não elejo o estilo das minhas bloguistas preferidas exigindo delas total originalidade, deixo que o tempo decida por mim quem realmente merece destaque de revolucionar a prática do #Lookdodia nessa era digital. Quando essa personalidade for escolhida, teremos apenas um ícone para estampar os livros de moda, t-shirts e o jeito It-Girl de ser será visitado e revisitado por griffes tornando-se tendência numa e noutra estação pregando uma popularização em conformidade com a produção industrial, desta forma, continuarei faminta por quem torna a moda um elemento simples e que divide com tantas e tantas mulheres a fabulosa arte de conviver com a Moda enquanto imitação (atravessando barreiras sociais, geográficas e culturais) e diferenciação (na busca por uma imagem que se diferencie com o que é apresentado pela maioria). A expressividade de um "toque pessoal no visual" muitas vezes dependerá dos olhos de quem vê e do coração de quem sente.





"Olhe as pessoas na rua. Veja como se vestem, a maneira como andam, tente distinguir os vários tipos humanos que povoam a cidade".
(COSTA, Luciano, Escrever com Criatividade, 2001, p. 31)

Macaquito: Colméia
Jaqueta: Leader
Bolsa: Senhoritta
Tênis: Cravo e Canela
Citação inicial: ERNER, Guillaume. Vítimas da Moda? : Como a criamos por que a seguimos; tradução Eric Roland René Heneault. - São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2005.

Bjokas de Moda teórica para dias normais!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Pedaço de pink no black caminho




Das atividades que tem me distraído nos últimos dias de pouca distração, a leitura de crônicas me proporciona instantes de leveza. Por me fazer achar graça do simples e rir um tantinho das banalidades, as vezes faz um bem bem-bom.

Quantas e quantas vezes a gente vive a gloriosa rotina sem aplausos e sem plateias? Navegar é preciso e viver também, por isso que quem tem o dom de levantar ideias sobre os detalhes que decoram o nosso ir e vir me interessa, me faz rir e me faz preparar a cabeça pra dormir um sono leve quando a luminária do criado-mudo se apaga.

Me perdoem os eruditos convictos, os famintos por leituras de alto nível de complexidade e aporte cultural, mas eu, diversas vezes preciso assistir as cenas da vida baseada em fatos triviais para rir ou refletir sobre as banalidades do coração, da existência ou da alma.

Um café com a Martha Medeiros seria para mim suficiente. Eu não usaria o tempo de colocar com açúcar com afeto na xícara e mexer com a colherzinha lentamente para pedir um conselho. Eu tentaria - nessa pequena fração de tempo - descobrir como ela construiu a sensibilidade que usa para escrever a ponto de me fazer sentir com intimidade as palavras que leio... como se ela narradora-observadora das minhas conversas com grandes amigas fosse.

Existem pedaços de mim que dão toda atenção à Martha. Entre tantos fragmentos do meu eu inacabado, hoje eu juntei as peças do preto, adicionei um punhado de flores pra alegrar e trouxe pendurado um colar que pode até nem combinar, mas precisou fazer parte da história.






"Simplificações são tentadoras nesse mundo onde tudo é bem mais complexo do que parece".
(Non-Stop, Martha Medeiros, p. 62)

Blusa: Anne
Legging: lojinha do centro
Mochila: Senhoritta
Colar: um achado de R$10,00 reais numa nova loja que encontrei no Centro, tô apaixonada! A loja não tem nenhuma placa com o nome e tal, achei pelo acaso do acaso, mas assim que eu descobrir, coloco aqui. 
Anel duplo: Mini Bijoux
Sapatilhas: Arezzo

Bjokas de Preto e Pink!

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Eu vejo tudo enquadrado









Essa coisa de viver disputando com o relógio o máximo de leituras filosóficas, sociológicas e antropológicas tem deixando o meu olhar por vezes meio fora de foco. A pós-graduação é uma experiência doida porque a gente é convidado a sair do mundo redondinho que já tava formatado na nossa cabeça pra procurar residência fixa no mundo dos sentidos e lá, meus amores, não há estabilidade nem harmonia.

A gente se torna náufrago na incerteza e por vezes acabamos nos perdendo naquilo que estamos estudando e enxergando porque cada nova leitura parece perturbar a alma. Eu tenho me sentido tão absorvida pela palavra "Percepção" que passei a contemplá-la como quem observa um quadro instigante numa exposição.

Se o Mundo das Ideias tiver um mar, me deixem mergulhar sem boia, só pra eu sentir o balanço dos meus pensamentos flutuando leves sobre as águas porque sobre a minha cabeça eles as vezes pesam e me incomodam. Foi-se o tempo em que eu pensava só por pensar, agora me é solicitado que eu construa conceitos.

Aqui no Blog, sempre que organizo o meu tempo, consigo fotografar o #LookdoDia.  Com o passar dos dias vou me vendo em estilos tão diferentes que acabo me dando conta de que tenho consciência de mim e do quanto sou/sempre fui barulhenta para me conformar em caminhar pelo mundo silenciosamente numa única versão tendo a Moda tantas faces e nuances para gerar novas interpretações. Para Stevenson (2012, p. 7) "(...) o que vestimos é uma projeção das nossas personalidades, simpatias e antipatias, conhecimento, valores e aspirações". Sendo assim, uma vez que o humor está sempre passível de sofrer variações, nada nos impede de vestir o que combina com a maneira como acordamos hoje ou amanhã não importando o mundo em que estejamos de passagem para cumprir com as nossas obrigações.


"Eu sou a consciência da paisagem que se pensa em mim".
(Paul Cézzane)

Camisa: sob medida
Saia: Disole
Bolsa: Senhoritta
Sandália: Via Mia
Acessórios: Maju
Batom: Nude da Vult
STEVENSON, NJ. Cronologia da Moda: de Maria Antonieta a Alexander McQueen. Rio de Janeiro: Zahar, 2012.

Bjokas de remoto controle!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Página 175



"Esta página, por exemplo,
não nasceu para ser lida.
Nasceu para ser pálida,
um mero plágio da Ilíada,
alguma coisa que cala,
folha que volta pro galho,
muito depois de caída.

Nasceu para ser praia,
quem sabe Andrômeda, Antártida,
Himalaia, sílaba sentida,
nasceu para ser última
a que não nasceu ainda.

Palavras trazidas de longe
pelas águas do Nilo,
um dia, esta página, papiro,
vai ter que ser traduzida,
para o símbolo, para o sânscrito,
para todos os dialetos da Índia
vai ter que dizer bom dia
ao que só se diz ao pé do ouvido,
vai ter que ser a brusca pedra
onde alguém deixou cair o vidro.
Não é assim que é a vida?"

(Toda Poesia, Paulo Leminski, p. 175)









Vestido: lojinha no centro
Camisa: Colméia
Bolsa: Senhoritta
Sandálias: Vizzano
Pulseiras e Anel duplo: Minnie Bijoux (e não Mini, como eu estava escrevendo, me dei conta numa embalagem que é MINNIE Bijoux)
Bracelete fininho: Atrevida 
Batom: Tulip da Eudora
Esmalte: Jeans da Colorama
LIVRO: empréstimo querido da vizinha preferida!

Bjokas de Poéticos Versos!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Ilustres Listras



Só mesmo a falta de inspiração corporal para sustentar badulaques me faz sair sem tantos adereços. A vida é cheia de títulos instáveis, a gente sabe, é complicado demais estar sempre "montada" numa produção fotografável porque o cotidiano em si apresenta as suas variáveis de normalidade que solicitam praticidade.

Depois de uma semana com os olhos profundamente irritados por conta de uma inflamação repentina, não tem sensação melhor do que ver o branco do olho mostrar-se branco outra vez. Afogada em colírios e lacrimejos, pegando leve no rímel e nos cílios de Minnie espero melhorar pra voltar a abusar de maquiagens e afins sem medo de ser feliz.

Sem pompa e sem muitos detalhes, confortável num short jeans e num mix de estampas lá-fui-eu resolver pendências Senhorittistas e almoçar com a minha graciosa família.






T-shirt: C&a
Short: Hering
Cinto: Vitória Bijoux (comprei por R$4,00 reais na época)
Bolsa: Senhoritta
Colar: Santa Peça
Sapatilhas: Arezzo

Bjokas de "Outubro" ou Nada (como disse mil imagens no Facebook hoje, Rs)!